O Oscar é um dos eventos mais importantes do mundo do cinema e esse ano tem um temperinho extra para deixar tudo mais apimentado e a vitória ser mais apreciada. Estamos falando das várias polêmicas, que circulam algumas das celebridades que concorrem esse ano ao prêmio e abalam a temporada de premiação hollywoodiana.
A 97ª edição do Oscar, marcada para 2 de março, continua gerando várias controvérsias, além das reviravoltas que estão impactando os indicados e suas produções. É o caso principalmente do longa-metragem “Emilia Pérez”. O filme lidera as indicações com 13 nomeações, incluindo “Melhor Filme” e “Melhor Atriz” para Karla Sofía Gascón, lembrando que ela se tornou a primeira mulher trans a receber a indicação na história da premiação.
Até aí tudo bem, mas a atriz tem enfrentado muitas críticas após a divulgação de postagens antigas escritas por ela em redes sociais, que contradizem sua representação da comunidade transgênero. Os comentários considerados ofensivos reúnem temas como Islamismo, George Floyd, vacinas contra a Covid-19 e até mesmo sobre sua colega de elenco, Selena Gomez. A atriz a teria chamado de “rata rica”.
Segundo Karla, o tweet é completamente inventado e não foi ela quem escreveu, como afirmou em uma entrevista à CNN em Español. Após a repercussão negativa, Karla Sofía desativou seu perfil no X, onde continha as postagens que chamaram a atenção da imprensa mundial.
Em resposta, a Netflix, produtora de “Emilia Pérez”, decidiu interromper seu apoio à campanha da atriz para o Oscar, incluindo a cobertura de custos para eventos e a orientação de sua equipe de marketing e imprensa. Essas revelações ocorreram próximo à votação final da Academia, levantando suspeitas de ataques direcionados. Apesar de um pedido de desculpas, a controvérsia afetou a reputação do filme e da atriz.
E para completar a onda de azar, o diretor do filme, Jacques Audiard, expressou nesta quarta-feira, 05 de fevereiro, descontentamento com Gascón, afirmando que ela está se vitimizando e que não deseja mais se comunicar com ela. Ao portal Deadline, Audiard disse: “Isso me deixa muito triste. A confiança que compartilhamos, a atmosfera excepcional que tínhamos no set que era de fato baseada na confiança. E quando você tem esse tipo de relacionamento e de repente você lê algo que essa pessoa disse, coisas que são absolutamente odiosas e dignas de serem odiadas, é claro que esse relacionamento é afetado”.
As polêmicas resultaram em mudanças significativas na campanha de “Emilia Pérez” para o Oscar. Especialistas apontam que o filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, estrelado por Fernanda Torres, tornou-se favorito na categoria de Melhor Filme Internacional.
E nós, brasileiros e torcedores natos, ficamos por aqui torcendo muito por nossos atores já vencedores e desejando muito que esse prêmio venha, merecidamente, para nós!